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out
Escola Belga - Ousadia e Liberdade

por Alysson Carbello

No extremo oposto da Escola Alemã está a escola belga. Enquanto na Alemanha seguir regras rígidas é comum, na Bélgica os cervejeiros gostam de ousar. A liberdade de criação é tão grande que há casos em que as cervejas produzidas não se enquadram em estilo algum.

A levedura aparece como componente de destaque, sendo o responsável pela complexidade aromática das cervejas belgas. Mas também se destacam as frutas, os condimentos, ervas aromáticas, sementes de coentro, casca de laranja e anis estrelado.

As Lambics, cervejas de fermentação espontânea com sabores ácidos e azedos, tem origem neste país e estão entre os destaques desta Escola. Na Bélgica a cultura gastronômica associada à cerveja é muito forte e presente. Alem de harmonizar com pratos a cerveja é utilizada nas próprias receitas como ingrediente especial.

Outra importante característica da Escola Belga é o forte vínculo com os mosteiros. Os monges desenvolveram a técnica e a produção cervejeira ao longo dos anos dando a cerveja complexidade aromática, intensamente no sabor e alto teor alcoólico. Desenvolveu-se então as cervejas Trapistas, que não é um estilo de cerveja mas sim um selo de qualidade dado pela Ordem Trapista. Obrigatoriamente são feitas dentro de um mosteiro e fabricadas ou supervisionadas por monges.

A cervejaria não se destina a ser um empreendimento lucrativo e os monges devem somente rezar e trabalhar e viver em clausura. É uma escola bem exótica! Exemplos de estilos da Escola Cervejeira Belga: Saison, Witbier, Belgian Blond Ale, Golden Strong Ale, Strong Dark Ale, Dubbel, Tripel, Quadrupel e as Lambics.

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